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quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Folhas


Eram leves como pétalas de rosas
Sutilmente flutuando sobre o rio
Como folhas, que se perdem pelas águas
Como impávido teor de calafrio

Eram claras como as faces de outras virgens
Que se entregam aos caminhos dos amantes
Como rosas soltas num vento tão frio
Eram passos sobre o trilho dos errantes

Nas canções que soam dias tão tristonhos
Bebe a palidez da face hoje descrente
Misturadas no temor de anjos risonhos
Devoradas por mortais de olhar temente

Quando as águas
Vão passando em devaneio
As palavras vestem seus velhos tormentos
As lembranças viram cinzas de saudade
As idades,
Folhas soltas de outros tempos

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